CypherBox – Diomedes Chinaski, Nissin, Baco Exu do Blues & Rapadura Lyrics Video Song

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CypherBox – Diomedes Chinaski, Nissin, Baco Exu do Blues & Rapadura Video Song Listen and read lyrics. Tag: CypherBox – Rap Box Full Music Out Now Listen, CypherBox – Rap Box Audio Video Song Download and lsiten from bbcsongs bookmark this site!

Song : CypherBox
Singer : Diomedes Chinaski, Nissin, Baco Exu do Blues & Rapadura
Produced : Léo Casa1
Official Site : BBCSongs.Com
Release Date : Nov 7, 2016
Country : USA
Language : English

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CypherBox Lyrics

De um lado um público jovem
maldita massa despolitizada
As vezes uns tão radical
mas base teórica nada
Nunca invejei ninguém
na verdade ataquei a estrutura
Uma grande manobra arriscada
como Bukowski em literatura
Chinaski o aprendiz
filho de Lula não de Ustra
Fui infeliz atacando MC´s?
Não! questionei a indústria

Direto do gueto do gueto
do gueto do gueto do gueto do gueto
Riqueza pro gueto
riqueza pros pretos
uma vida melhor e mais justa
Os irmãos tão morrendo por uma bermuda
boné um par de tênis
Triste né? querem se matar
então que matem Michel Temer
Em 2009 eu fazendo isso ainda
tenho pela frente uma carreira imensa
Se tu acha que eu não acho que
isso é compromisso
vou provar que sou maior do que vocês pensam

Sou maior que Facebook Instagram e Tumblr
As tretas de internet tá gerando hype
Nessas ruas meus amigos morrem de verdade
O poeta cantador é a válvula de escape
Sem tempo pra conversar água trajetória amarga
Finalmente pra agonia estou vendo saída
Só sei que daqui pra frente aguento a carga
Mais que música essa porra é história de vida

Medo clareza e poder
Medo é o primeiro passo que ocupa espaço
reluzente na sua frente que não te deixa ver

A falta do medo também é perigosa
esquece do espinho quando segura a rosa
Segura acelerado na curva sinuosa
vida loka vida dura vida cabulosa
A clareza ilumina te traz confiança nas rima
Mas clareza em excesso também cega
e normalmente é isso que te determina
A clareza vem quando passa omedo
por isso os gênios enlouquecem muito cedo
A clareza vem trazendo o poder de
ver tudo através do seu espelho
Tudo muda com o poder você poder ir
você pode ter todos vão te ouvir e também te querer
E outros vão tramar pra poder te fuder
mas querer não é poder só se for com o amor

Por isso o poder é transformador
trazendo a água que rega a flor
Não vem jogar sua merda no meu ventilador
Proposito inflexível
espirito inabalável
instinto incompreensivo caráter inquestionável
Os milagres acontecem a margem do impossível
como a água fura pedra mas também é maleável

Como vento invisível
com força incomparável
como fogo inflamável envolta do combustível
É fácil ser temível difícil é ser amável
Eu vi o esforço dos mano
pra fazer o sonho possível
Não cuspam no prato dos outros
crescer assim é bem mais difícil
Como Beethoven era surdo e fazia grandes sinfonias
Como Dali era louco e pintava grandes obras primas
Se eu for falar mal de alguém
eu falo mal dos políticos
Do sistema escolar hospitalar
que continua em estado critico
Cê não viu como acabou Tupac?
Cês tão querendo ser Notorious
Os gangster de internet viram rato de laboratório

Piedade meu senhor
eles não sabem o que fazem (x5)

Exu abre caminho
cê fala que ele é vilão
Heróis morrem de overdose
enquanto eu respirar
fila da puta vou ser vilão
Faz de mc’s divindades
tenho dívidas pra pagar foda-se sua vaidade
Foda-se seu backstage
foda-se da sua vaidade
Riram do meu sotaque
Sulicidio não foi um ataque
Foi um foda-se ao público
esses moleques não são de verdade

Porra não são de verdade
Amam MC´s e não o Hip-Hop
Você ama o RAP prove
Em 1999 a Lauryn Hill já pensava em mim cantando 999
Que meu verso te toque de alguma maneira
Mas filha da puta você jamais me toque
Foque antes que isso te sufoque
dê a Cesar ao que é de Cesar seja o dano
Mate Cesar comemore no passo romano
Meus irmãos transam com a guerra
e ela tá enjoando favela ta menstruando e eu cansando
enjoado de dar gole ao santo

Eu sou o meu próprio santo então esse é o meu gole
Engulo o álcool e o álcool me engole
Me dê ouvido ou me dê outro gole
O rap me faz e faço RAP até que ele me degole
ou me dê outro gole
Rap eu não sou seu inimigo
Hoje em dia fã boys se masturbariam no
xvideos assistindo o crucificar de um Cristo
Eu sou Bahia preto
sou Salvador mas não sou o seu cristo
O RAP eu sou preto
sou Salvador ha mas não sou seu cristo

Antes de vomitar sobre a voz
enguia menino
Peça benção aos nordestinos
que são seus pais e avos
Antes de arrotar sobre algoz
engula esse hino
A regência dos clandestinos
nas capitais em arrebóis
Pontos vitais do cafundos
dos Capibaribe
Os meus cristais vem dos
lençóis lá de Beberibe
Quem garante que o RAP e
sua foz veio de seus canais
Se nos sertões la atrás
desaguavam Jamaica e Caribe
Contesto o contexto de outrora arriégua
Remexo o eixo o desfecho
o texto devoro se trégua

Põe a vida em linhas?
Minha oratória aqui quebra a regra
submeto tua glória e ponho
toda tua historia em uma légua
como uma esfera do ventre da velha escola

Tou entre o agora e a
artéria do sempre que ela incorpora
O que vem de fora é foda pra gente
é moda presente
Mas antes já existia o repente
a prosa e a viola

Agora aqui promovem a
ignorância dos nossos
dizendo que a seca
a miséria são apenas mazelas
fatores históricos
Envolvem intolerância e destroços
descaso insista a quimera
incinera a matéria e os rumores folclóricos

Ergui teu concreto e vivi no abstrato
ergui o teu teto e o teu ar de distrato
Que em mim desconta
Perdi filho e neto no meu chão de mato
perdi todo afeto vivendo o mal trato
não há nada que pague sua conta

Sou pássaro entre semáforos
mais rápido que ascensão dos
Bárbaros e os declives de Cunha
Rasgando a diáspora conteúdo mais
áspero que os sertões e os
áridos de Euclides da Cunha
Se lembra daquela conversas
te disse que a inercia só pegaria
peças inversas para os bons desempenhos

Atravesso travessas
sou o pagador de promessa
já paguei todas elas e até
hoje ainda pago pelos dons que eu tenho
Por vim de onde venho e ter a cabeça chata
é muita inteligencia
a mente pequena parte e se achata
Me deixam de bucho vazio venço o desafio
minha escrita é farta
alimento a alma e nada me falta
Nada me empata sou fera nativa no vão da maré
E tenho a pata ativa no chão da Assaré
Tua rima vem da cidade em construção
não tenho estudo nem arte
minha rima faz parte das obras da criação
Seria muita prepotência dizer que eu represento o Nordeste
A causa é bem maior que o CEP que RAP
Sou apenas adubo dos corpos celestes que a terra aqui veste
O calor me fizeste como agreste dos mestres
Se o Brasil é arvore que exponha sua matriz
Nordeste quebra o mármore por sempre foi sua raiz
Negar isso é burrice tolice de todo um país
Sem “disse me disse” pois depois disso não tem mais diss

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